sábado, 10 de outubro de 2015

A saga de um andarilho pelas estrelas - por Castelo Hanssen


Venho de uma viagem por outras galáxias, onde há outros planetas azuis, envoltos em oxigênio, onde é possível haver vida. Aprendi muita coisa que pode servir de lição para nós, deste combalido planeta do sistema solar.
            Os leitores devem pensar que endoidei de vez. Meio maluco já sou, pois de médico e louco todo mundo tem um pouco. Eu nada tenho de médico, mas em compensação tenho muito de poeta, o que é mais grave. No caso, porém, venho simplesmente da leitura do livro “A Saga de um Andarilho pelas Estrelas”, de Jean Pires de Azevedo Gonçalves, editado pela Multifoco. É uma aventura fantástica, mas ao mesmo tempo realista, pois através da ficção escancara a realidade sobre o nosso planeta, inventando outros planetas parecidos com o nosso, um totalmente destruído, outros extremamente desenvolvidos. Dois futuros possíveis dependendo de criarmos juízo ou não.
            O personagem principal da história não declina seu nome, quer ser chamado simplesmente de “Andarilho das Estrelas”, pois entende que o nome não interessa, o que vale são os fatos. Um dia quis abstrair-se de si mesmo, dessa vidinha terráquea, construiu um foguete, e lá foi, por espaços nunca dantes navegados. Causou furor na Terra quando voltou, ao contar suas histórias.
            Num certo planeta UTP, por exemplo, os habitantes se alimentam de uma substância que não é extraída de nada que tem vida, não precisa destruir nada. O mais importante é que com essa substância eles alimentam tubarões, para que eles deixem em paz os peixes menores. É um planeta totalmente a favor da vida, bem diferente deste nosso, cuja história foi feita de guerras de conquista, muita matança, e, pelo jeito que as coisas estão, não pretende mudar, para nosso azar.
            Boa viagem!
Aristides Castelo Hanssen é um talentoso escritor de Guarulhos; autodidata, é autor de sete livros publicados. De poesia são Canção pro sol voltar, A flor que Drumond viu nascer no asfalto, Um cego fita o horizonte e Fragmentos de memória. De crômicas, Conserta-se mundos e fundos, e uma peça teatral, em versos, Geremias Gemebundo. Também é fundador do Colégio Brasileiro de Poetas de Mauá, do grupo literário Letraviva de Guarulhos e da Academia Guarulhense de Letras. É presidente honorário da Sociedade Guarulhense de Cultura Artística.
Jean Pires de Azevedo Gonçalves é doutor em Geografia pela Universidade de São Paulo e autor de A saga de um andarilho pelas estrelas (2015).



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