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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Jimi Hendrix, o black power do rock

No dia da Consciência Negra, em busca das origens do rock, com vocês: o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix!!!


Nascido em Seattle, no ano de 1942, Johnny Allen Hendrix, ou, simplesmente, Jimi Hendrix, cresceu em uma família desestruturada, marcada pelo alcoolismo e por disputas pela guarda das crianças. Nada que abalasse o talento musical extraordinário de Jimi, ainda latente. Na escola, o menino costumava carregar uma vassoura que fingia tocar como se fosse uma guitarra. Certo dia, quando ajudava seu pai a limpar a garagem de um vizinho, Jimi encontrou um ukulele de uma corda só e pôde, enfim, aposentar a vassoura. De posse do novo instrumento, o futuro exímio guitarrista aprende a tocar de ouvido "Hound Dog", de Elvis Presley. Era um sinal promissor!


Em 1958, o ukulele foi substituído por um violão do qual o adolescente não se separava. Passava horas a fio aprendendo a tocar músicas que ouvia no rádio. Como a família de Hendrix não podia pagar a mensalidade de uma escola de música, Jimi nunca aprendeu teoria musical. Por isso, vivia importunando músicos de blues, para que estes, apesar de alguma relutância, o ensinassem as suas técnicas musicais.

Expulso de sua primeira banda, por ser, digamos assim, “muito exibido”, Jimi aos 19 anos é convocado pelo exército e serve como paraquedista. Nada que o fizesse perder sua paixão pela música. Apesar de suas obrigações na caserna, ele continuou a tocar em clubes, tendo como parceiro o baixista Billy Cox, com quem mais tarde, em 1969, formaria a famosa Band of Gypsys.


Dispensado do exército, Hendrix continuou a trabalhar exclusivamente como músico para vários grupos de soul e RnB, dentre eles, Sam Cooke e Isley Brothers. Pulando de show em show, Jimi Hendrix deixou os Isley Brothers e, em 1965, entrou para a banda de Little Richard. No entanto, a incompatibilidade de Richard com Hendrix logo se revelaria na implicância daquele com o figurino e o estilo musical do guitarrista, que foi demitido logo depois de sua primeira aparição na TV, quando fazia parte da banda de apoio no show de Buddy and Stacey:

Jimi Hendrix se muda então para Nova York e dá sequência à sua carreira solo. Numa de suas apresentações, Linda Keith, namorada de Keith Richard, ficou hipnotizada diante da estranha técnica do guitarrista e o recomendou a vários empresários do meio artístico. Nisso, o ex-baixista do The Animals, Chas Chandler, ficou tão impressionado com as incríveis habilidades virtuosísticas de Hendrix, que o convenceu a se mudar para Londres e formar uma banda com ele. Em setembro de 1966, a Jimi Hendrix Experience foi formada assim que o baterista de jazz Mitch Mitchell e o guitarrista e baixista Noel Redding foram recrutados por Chandler. O grupo grava um cover da música Hey Joe, de Billy Roberts, e Jimi Hendrix é lançado ao cume do estrelato do rock’n’roll.

Uma das curiosidades pouco conhecida a respeito do grande guitarrista era o fato de que, apesar de canhoto, Hendix também tocava violão para destros. De fato, Hendrix era ambidestro e podia tocar tanto com a mão esquerda como com a direita – ele tocava com a mão direita quando era jovem, porque seu pai associava instrumentistas canhotos a músicos do diabo.

Em meados dos anos 60, Jimi Hendrix passou a tocar com uma Fender Stratocaster, invertendo o instrumento para adaptá-lo a um canhoto, o que lhe possibilitou alcançar um tom não convencional devido à tonalidade invertida dos captadores e do maior controle sobre os botões de volume e do whammy bar (alavanca).

Ao adotar técnicas como hammer ons, heavy vibrato e slur licks, Jimi Hendrix criou um estilo novo e emotivo, que raramente se ouvia antes dele, fusão de seu amor precoce pelo soul e blues, além do rock moderno e estilos psicodélicos, transitando de forma fluente por todos esses gêneros.

A característica musical mais notável de Hendrix, no entanto, era a extrema liberdade e criatividade de suas experimentações sonoras, dentro e fora do palco. Por exemplo, ele usou um oitavo pedal de duplicação, desenhado por amigo Roger Meyer, durante a gravação do solo da música Purple Haze e, ao ouvir Eric Clapton e Frank Zappa, Hendrix também experimentou o pedal wah-wah, sendo pioneiro no efeito de uma ferramenta musical que poucos conseguiram reproduzir.

Por meio dessas experimentações sem fim, Hendrix dominou o ruído do feedback dos amplificadores, incorporando-o a suas músicas. Em Machine Gun, um épico musical de 12 minutos, Hendrix reproduz o feedback para simular sons de jatos, bombas e rifles M16, utilizados pelos EUA na Guerra do Vietnã, criando um dos hinos pacifistas mais eloquentes da geração hippie engajada no flower power.


Mas a grande atração de Jimi Hendrix sempre foi a sua incrível familiaridade com o instrumento. Tocava guitarra entre as pernas, por trás da cabeça ou até mesmo com os dentes – um pesadelo para os dentistas que o atendiam após os shows. Numa dessas apresentações, o célebre Eric Clapton – considerado um dos maiores guitarrista de todos os tempos – teria saído do palco incrédulo quando o então desconhecido e novato guitarrista o atropelou com a música Killing Floor.

Assim, a medida que a fama de Hendrix aumentava, mais o guitarrista extrapolava suas performances, muitas vezes quebrando sua guitarra ou os amplificadores do palco. Sua atuação mais icônica se deu no festival de Monterey, em 1967, quando, diante de uma plateia boquiaberta, Hendrix ateou fogo em sua guitarra e depois a fez em pedaços.

Em 18 de agosto de 1969, o lendário guitarrista subiu no palco do inesquecível festival de Woodstock e tocou ininterruptamente por quase duas horas - uma das mais longas atuações de sua carreira. A marcante apresentação não deveu apenas pelo hino dos EUA distorcido nas cordas do indomável Hendrix. O guitarrista fechou o show com um longo medley que incluiu a performance de Star Spangled Banner, que se tornaria emblemática nos anos 60.

É por essas e outras que Jimi Hendrix é considerado o melhor guitarrista de todos os tempos, fazendo de seus solos de guitarra algo comparável a uma Ilíada ou Odisseia do rock'n'roll.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Roger Waters e as eleições no Brasil

Em sua turnê pelo Brasil, o ex-integrante do Pink Floyd Roger Waters causou polêmica no estádio do Palmeiras Allianz Parque ao chamar de neofascista o candidato à presidência Jair Bolsonaro, primeiro colocado no 1º. turno das eleições.

Um telão atrás do palco exibiu a frase em inglês Resist Neo-Fascism (“Resista ao neofascismo”), subscrita por uma lista de nomes de políticos suspeitos de envolvimento com práticas fascistas, dentre estes, o de Bolsonaro.



A multidão de mais de 40.000 fãs ficou dividida, enquanto alguns aplaudiam, outros vaiavam.

Logo em seguida, o telão mostrou as palavras de ordem “#Ele não”, lançada pelo movimento de mulheres contra Bolsonaro uma semana antes das eleições.

Ao que parece, Waters atendeu aos fãs que passaram meses em suas redes sociais pedindo que o ex-Pink Floyd incluísse em sua lista o nome de Bolsonaro.

A lista também inclui o presidente Donald Trump, o ex-líder ucraniano Nigel Farage e o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, entre outros. Bolsonaro é o único latino-americano da lista.

Depois da grande repercussão do show, vários eleitores de Bolsonaro colocaram à venda ingressos das próximas apresentações programadas pela turnê de Waters, enquanto comentários, prós e contras, inundaram a página do cantor no Facebook.

“Roger Waters, apenas cante sua música. Não meta o nariz onde você não é chamado", dizia um comentário. "Quando estiver em um outro país, não fale em política, você não sabe nada o que acontece no Brasil."

Outro respondeu: “Roger, que importa perder um fã que nunca prestou atenção em suas letras e seus valores? Bolsonaro é contra tudo aquilo que você e o Pink Floyd sempre acreditaram. É hora de lutar contra a xenofobia, o racismo, o sexismo, a homofobia e o autoritarismo. Valeu!”


terça-feira, 15 de maio de 2018

The Cure - curiosidades

The Cure foi formado, em 1976, na cidade de Crawley, subúrbio de Londres, Inglaterra, por Robert Smith, voz e guitarra, Michael Dempsey, baixo, e Laurence “Lol” Tolhurst, bateria. A banda passou por diversas formações desde então, mas Robert Smith foi o único que permaneceu desde sua origem até os dias atuais.


A banda revelou pela primeira vez seus cabelos de espanadores e visual dark durante a turnê do álbum "Pornography", em 1982. No final da turnê, o baixista Simon Gallup saiu da banda. Ao se recordar do fato, Robert Smith faz uma autocrítica: “Eu era uma pessoa monstruosa naquela época”.

A canção "Lullaby" foi inspirada nas músicas de ninar bizarras que o pai de Robert Smith inventava quando Robert era uma criança e não conseguia dormir. Segundo o cantor: “Meu pai inventava essas canções e os finais eram sempre assustadores. Mais ou menos assim: ‘Durma agora, lindo bebê – ou amanhã você não vai acordar’".

Por um breve período, no ano de 1989, o Cure foi a maior banda do mundo. Naquele ano, a venda de ingressos em megaestádios se esgotava rapidamente e a banda se apresentava para públicos que somavam mais de 40 mil pessoas por show. Smith é sóbrio ao analisar aquele ano: "Nunca foi nossa intenção nos tornarmos tão grandes".

Em suas primeiras turnês, em 1979, o Cure abria os shows da banda Siouxsie And The Banshees. Devido a um desfalque na banda da musa do gótico, Robert Smith se ofereceu para ser um Banshee, sendo imediatamente aceito. Para Robert Smith, esta experiência mudou profundamente a sua atitude musical: “Foi muito diferente do que estávamos acostumados a fazer com o Cure. Antes disso, eu queria que fôssemos como os Buzzcocks ou Elvis Costello. Ser um Banshee realmente foi um divisor de águas para o Cure”.

Robert Smith é casado com Mary, sua namorada de infância, há mais de 30 anos. Mas o casal nunca teve filhos.

Durante a gravação do álbum mais vendido do The Cure, "Disintegration", de 1989, Robert Smith ficou sobrecarregado por pensamentos sombrios, causados por uma combinação de depressão e uso pesado de LSD. Aliás, a bebida foi um grande problema na vida do artista.

Em um show do Cure em Los Angeles no ano de 1986, um fã enlouquecido subiu no palco e começou a se cortar com uma faca. Robert Smith relata: "Foi muito sério, mas os fãs acharam que era um tipo de performance artística e ficaram enlouquecidos".

Na turnê de lançamento de Pornography, álbum mais sombrio do The Cure, a banda usava maquiagem de olhos vermelhos, de modo que, quando suavam sob as luzes, parecia que os integrantes da banda estavam chorando sangue.


domingo, 15 de abril de 2018

Cordialidade pra inglês ver, segundo Pearl Jam

A banda grunge Pearl Jam causou polêmica no cartaz de divulgação de sua turnê pelo Rio de Janeiro de 21 de março de 2018, no estádio do Marcanã. Aves tropicais aparecem fardadas e armadas diante de uma favela. Ao invés de cores carnavalescas, o tom é soturno e pesado. Nenhuma ginga, nenhum sorriso, à la Carmen Miranda, ou a malandragem simpática de um Zé Carioca. Ao contrário, as aves estão em posição de sentido e apresentam expressão taciturna, aterradora. O cartaz não deixa de ser sintomático, é o modo como os estrangeiros estão vendo o Brasil atual.


Para mim, me remeteu imediatamente ao mesmo sentido do título da obra clássica do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss: “Tristes Trópicos”. O Pearl Jam sempre foi uma banda engajada e não podia se omitir diante da grave situação do país em sua turnê. Deu uma lição para nós brasileiros.

Vejamos algumas curiosidades do Pearl Jam, grupo de Seattle, formado em 1990, por Eddie Vedder, Jeff Ament, Stone Gossard e Mike McCready e o mais novo baterista Matt Cameron.

1. O primeiro show do Pearl Jam (ainda com outro nome) ocorreu no Off Ramp Cafe.

2. Antes de se chamar Pearl Jam, o nome da banda era Mookie Blaylock.

3. O primeiro baterista do Pearl Jam foi Dave Krusen.

4. Antes de entrarem no Pearl Jam, Stone Gossard e Jeff Ament tocaram numa banda chamada Mother Love Bone.

5. Antes de serem famosos, os rapazes do Pearl Jam ensaiavam num porão que ficava embaixo de uma loja de ferragens chamada Black Dog Forge.

6. Eddie Vedder, Stone Gossard e Jeff Ament atuaram no filme Singles, de 1992. Não deve ter sido muito difícil para eles representarem o papel, pois no filme eram integrantes de uma banda de rock chamada Citizen Dick.

7. O Pearl Jam gravou seu primeiro álbum Ten (Redux), no London Bridge Studio.

8. Em Seattle, no dia 23 de agosto de 1991, num clube de dança, o Pearl Jam realizou o show de lançamento de Ten.



domingo, 15 de outubro de 2017

I fought the law - de Bobby Fuller ao Clash


“I Fought the Law” é uma composição de Sonny Curtis, guitarrista da banda de Buddy Holly The Crickets. No entanto, a canção só se tornou famosa com a versão de Bobby Fuller Four, quando esteve nas paradas das dez mais tocadas do ano de 1966. No Brasil e no mundo, a música ficou conhecida nos anos 80, com a versão feita pelo Clash. Em 2004, a versão de Bobby Fuller foi ranqueada pela revista Rolling Stone na posição de 175ª. da lista das 500 maiores músicas de rock de todos os tempos.


A música é sobre um cara que vai para a cadeia após explodir um cofre para roubar. Desde então, a expressão do refrão "I Fought the Law” (lutei contra a lei) acabou entrando para o léxico da língua inglesa norte-americano. A música também apareceu em muitos filmes, programas de TV, anúncios publicitários e até videogames.

Os Crickets gravaram “I Fought the Law” pela primeira vez em 1959, depois do acidente aéreo de Buddy Holly.

Em 1963, foi lançada por Paul Stefen & The Royal Lancers.

Em 1964, Sammy Masters gravou a canção com o título completo: "I Fought the Law (And the Law Won)". E finalmente o sucesso de Bobby Fuller Four.

O Clash gravou I Fought the Law em 1979, depois de ouvir a versão de Fuller. Mas eles tornaram a música mais sombria, mudando a letra "Eu abandonei minha garota" para "Eu matei minha garota". Esta versão os fez conhecidos nos EUA quando foi parar nas paradas musicais em 26 de julho de 1979.

A música também foi gravada por muitos outros artistas, dentre eles, Richard Clapton, She Trinity, The Rattles, Beatsteaks, Ducks Deluxe, Sam Neely , Viper, Bryan Adams, John Cougar Mellencamp, Johnny Cash, Bruce Springsteen, Roy Orbison, Tom Petty, Social Distortion, Stiff Little Fingers, Mike Ness, Waylon Jennings, Gary Allan, Green Day, Alvin and the Chipmunks, Ska-P, the Jolly Boys, Grateful Dead, Stray Cats, Mary’s Danish, Claude François, Mano Negra, the Big Dirty Band, Lolita No. 18, The Brian Jonestown Massacre, Attaque 77, Die Toten Hosen, Status Quo, Nanci Griffith, La Vida Bohème, Anti-Flag, Chumbawamba, Tsuyoshi Kawakami and His Moodmakers, the Airborne Toxic Event, The Bad Shepherds, Johnny Marr etc.

domingo, 17 de setembro de 2017

U2: curiosidades


O primeiro nome da banda multiconhecida U2 foi Feedback, devido à terrível barulheira que Bono, The Edge, Adam e Larry faziam nos primeiros ensaios. Algum tempo depois mudaram para The Hype. Os dois primeiros nomes da banda foram sugeridos pelo vocalista Bono. Ele próprio não gosta do nome U2, acha uma “palavra de baixo calão”. Talvez porque o vocalista é um pacifista e U2 é o nome de um avião de guerra. E você, concorda? You too?


Os integrantes da banda se encontraram no ensino médio quando Larry Mullen publicou um anúncio procurando músicos para dar início a uma banda.

Os músicos da banda tiveram vários apelidos ao se conheceram. "The Edge" surgiu por causa do queixo dele. "Bono Vox" era o nome de uma companhia de aparelhos auditivos que Paul Hewson assistia numa propaganda de TV.

A primeira apresentação foi no Trinity College, em Dublin, quando Bono cantou "The White Riot", da banda The Clash.

Eles formaram a banda mesmo antes de aprenderem a tocar instrumentos musicais. Por isso passaram a compor suas próprias canções e músicas, porque não eram bons o suficiente para tocar músicas de outras bandas.

A revista Rolling Stone considerou o U2 a "banda dos anos 80".

No ano de 1998, em Belfast, eles tocaram em um show gratuito para apoiar o acordo de paz na Irlanda do Norte. Líderes protestantes e católicos, que negociavam o acordo, subiram no palco e juntaram-se ao U2 para celebrar o referendo de paz.

Bono tocou em muitos eventos de caridade, com ou sem o U2, incluindo Band Aid, Live Aid, Netaid e Anistia Internacional.

A criança na capa de Boy é Peter Rowan, um sobrinho de um amigo da banda. Dois álbuns depois, Peter pousou novamente para a capa do álbum War.

Sobre a diferença entre a música pop e o rock, Bono declarou: "A música pop frequentemente fala que tudo está bom, enquanto o rock de que nada está bom, mas que você pode mudar isso. O rock traz um motivo para você sair da cama de manhã e enfrentar os desafios do mundo. Já a maior parte das músicas pop não faz você querer sair da cama. Lamento dizer isso, mas a música pop dá sono".

U2: Dublin, Irlanda, 1976.

Integrantes do U2:

Bono, vocalista e compositor. Nome verdadeiro: Paul Hewson. Data de nascimento: 10/5/1960.

The Edge, guitarrista, pianista, tecladista. Nome verdadeiro: David Howell Evans. Data de nascimento: 8/8/1961.

Larry, baterista. Nome verdadeiro: Larry Mullen Jr. Data de nascimento: 31/10/1961.


Adam, baixista. Nome verdadeiro: Adam Clayton. Data de nascimento: 13/4/1960.


THE JOSHUA TREE
Turnê Brasil 2017:
19, 21, 22 & 25 de outubro/Estádio do Morumbi
São Paulo

sábado, 19 de agosto de 2017

Green Day - Punk anos 90

O Green Day foi formado em 1986, em plena cena punk californiana, pelos amigos de infância Billie Joe Armstrong (guitarra e vocal) e Mike Dirnt (baixo). Na época, eles tinham apenas 14 anos e a banda se chamava Sweet Children. Em 1989, Al Sobrante (bateria) entra na banda e o grupo muda para o nome que o tornaria mundialmente conhecido: Green Day.


Naquele ano, lançam o primeiro EP “1,000 Hours”. Depois, o grupo assina contrato com uma gravadora independente, a Lookout! Records, e grava o primeiro álbum, “39 / Smooth”. Pouco depois do lançamento, Tre Cool assume a batera. Em breve, estão viajam por todo o país e representando o ressurgimento do punk no início dos anos 90, juntamente com as bandas Offspring e Rancid. O álbum "Dookie", de 1994, trouxe o sucesso mundial. Mas a capacidade do Green Day de se reinventar e álbuns como “American Idiot” foram o segredo para que a banda se tornasse uma das mais importantes do rock dos anos 2000.

Discografia: 39/Smooth (1990); Kerplunk (1991)[138][139][140]; Dookie (1994); Insomniac (1995); Nimrod (1997); Warning (2000); American Idiot (2004); 21st Century Breakdown (2009); ¡Uno! (2012); ¡Dos! (2012); ¡Tré! (2012); Revolution Radio (2016).

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Kid Vinil: o único herói do Brasil

Não devemos falar das personalidades ligadas ao rock, ou a qualquer outro segmento social ou cultural, apenas quando elas se vão. Mas também não podemos nos esquecer de prestar homenagens quando isso ocorre.


Recentemente perdemos o “personagem”, de tão extravagante que era, Kid Vinil: alegre, marcante e inconfundível.

Talvez ele não tenha sido uma unanimidade, mas muitos o consideravam como um verdadeiro mestre, o "professor". Controvérsias à parte, o que não nos resta dúvidas é que ele amava incondicionalmente a música: falava, cantava e vivia rock’n’roll.

Esse amor fez com que ele fosse um divulgador desse gênero musical no Brasil, isso em uma época em que não existia a internet! Eram poucas, senão raras, as publicações de rock no país.

Sempre presente no cenário musical, organizou shows de rock alternativo, punk rock e pós-punk, destacando-se anos 80.

Aficionado por todas as fases do rock, não apenas divulgou o underground internacional e nacional, mas também foi seu protagonista, ao criar a banda Verminose. Incentivador das novidades e garimpeiro de raridades, Kid regravou, com sua banda Magazine, a irreverente “Adivinhão”, de George Feedman, lançada originalmente em 1961, na época da Jovem Guarda. 

Além disso, foi apresentador dos programas de televisão Som Pop e do memorável Boca Livre, que passava na TV Cultura. Tornou-se também VJ da MTV e escreveu um livro chamado “Almanaque do Rock”.

No entanto, a fama veio mesmo nos anos 1980, com a Magazine e seus hits “Tic tic nervoso” e “Sou Boy”, clássicos do rock brasileiro.

E foi no palco que Kid Vinil se despediu do mundo.

No mês de maio do corrente ano, excursionando pelo Brasil, com outros músicos dos anos 80, Kid Vinil passou mal durante uma apresentação em Minas Gerais, sendo então hospitalizado e, posteriormente, transferido para São Paulo, onde veio a falecer aos 62 anos.

Mas o palco sempre será seu, Kid Vinil, o Herói do Brasil. (Paula Vanessa)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Os Mutantes

Recentemente, Ronie Von declarou que foi ele quem dera o nome da banda Os Mutantes ainda no início do grupo. Tal afirmação é estranha e não condiz com as informações que eu disponho. Através de fontes ligadas a antigos publicitários, o nome da banda Os Mutantes teria sido uma ideia do publicitário Asdrubal de Souza Galvão, o Bá. O mais curioso é que o próprio nome artístico Ronnie Von (o nome verdadeiro do cantor é Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira) também foi um insight do mesmo Bá.


Seja como for, Os Mutantes, juntamente com Raulzito e os Panteras, foram uma banda pioneira a fazer verdadeiramente rock'n'roll do Brasil. Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sérgio Dias formaram na década de 1960 Os Mutantes.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Barry McGuire - Eve of Destruction

Numa época de crise em que atravessa o país - crise que não é apenas política e econômica, mas também social - a intolerância e a violência aparecem como meios de resolver divergências de opinião ou de filiação política e ideológica. Nada poderia ser mais equivocado. A sociedade parece ter escolhido o pior caminho. A violência não resolve diferenças, ao contrário, apenas estimula o ódio numa escalada infinita.


Por isso, a primeira postagem deste ano é a música "Eve of Destruction" com sua mensagem pacifista. "Eve of Destruction" foi escrita por P. F. Sloan, em 1965. A música se tornou um sucesso quase por acaso na voz de Barry McGuire. Este blog deseja a todos um feliz ano novo, cheio de amor e paz!

BarryMcGuire - Eve Of Destruction

sábado, 17 de setembro de 2016

Dez Clássicos dos anos 80

Você certamente já foi a uma festa estilo anos 80. Impossível não se contagiar com o gênero punk, new wave, dark e até dance music. Realmente, a década de 80 foi prenhe para o rock’n’roll e a música pop. Aqui selecionamos dez grandes clássicos que marcaram estes saudosos nos para o rock.

The Cure – Boys don’t cry


Dexy’s Midnight Runners - Come on Eileen


The Clash – Should I stay or shold I go


Alphaville – Forever Young


Queen – Love of my life



Cyndi Lauper – Girl just want to have fun


Twisted Sister – We’re not gonna take it


A-Ha – Take on me



Billy Idol – Dancing with myself

  
The Pretenders – Back on the chain gang


sábado, 23 de julho de 2016

Dire Straits

Dire Straits foi formada no Reino Unido por Mark Knopfler, David Knopfler, John Illsley e Pick Withers. Sucesso nos anos 1980, Mark fez um dos solos mais célebres da história do rock'n'roll.


(em construção)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Creedence Clearwater Revival: A Lenda do Rock que Moldou uma Geração

Foto com os integrantes da banda.

Introdução

Creedence Clearwater Revival, frequentemente abreviada como CCR, é uma das bandas mais icônicas da história do rock. Com um som único que mistura rock, country, blues e folk, a CCR conquistou fãs em todo o mundo e deixou um legado que permanece vivo até hoje. Neste artigo, exploraremos a trajetória da banda, seus maiores sucessos, curiosidades e o impacto que tiveram na música e na cultura popular. Se você é um fã de longa data ou está descobrindo a CCR agora, prepare-se para uma viagem fascinante pelo universo dessa lendária formação.

A Origem da Creedence Clearwater Revival

A história da CCR começa em El Cerrito, Califórnia, no final dos anos 1950. Originalmente chamada de The Blue Velvets, a banda era formada por John Fogerty (vocal e guitarra), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria). Eles tocavam principalmente covers e canções instrumentais, mas foi na década de 1960 que encontraram sua identidade única.

A Mudança para o Nome Creedence Clearwater Revival

Em 1967, a banda decidiu mudar seu nome para Creedence Clearwater Revival. O nome foi inspirado em um amigo de John Fogerty chamado Credence Newball, na palavra "clearwater" (que remetia à pureza) e no termo "revival" (renascimento), simbolizando um novo começo. Esse renascimento não poderia ter sido mais bem-sucedido: em pouco tempo, a CCR se tornaria uma das bandas mais influentes do rock.

O Estilo Musical Único da CCR

O que tornou a Creedence Clearwater Revival tão especial foi sua capacidade de misturar gêneros musicais de forma orgânica. Seu som era uma fusão de rock and roll, country, blues e folk, com letras que frequentemente retratavam a vida no sul dos Estados Unidos, apesar de todos os membros serem californianos.

Influências e Inspirações

John Fogerty, o principal compositor da banda, foi profundamente influenciado por artistas como Elvis Presley, Little Richard e Hank Williams. Essas influências ajudaram a moldar o estilo único da CCR, que soava ao mesmo tempo familiar e inovador.

A Voz Inconfundível de John Fogerty

A voz poderosa e emotiva de John Fogerty tornou-se uma das marcas registradas da CCR. Sua capacidade de transmitir emoção e autenticidade em cada performance foi crucial para o sucesso da banda.

Os Maiores Sucessos da Creedence Clearwater Revival

A CCR produziu uma série de hits que se tornaram clássicos atemporais. Aqui estão alguns dos mais memoráveis:

1.   "Have You Ever Seen the Rain" – Uma balada introspectiva que continua a ressoar com ouvintes de todas as gerações.

2.   "Proud Mary" – Talvez a música mais famosa da banda, conhecida por sua energia contagiante e letra cativante.

3.   "Bad Moon Rising" – Um hino do rock com um riff inesquecível.

4.   "Fortunate Son" – Uma crítica social poderosa que se tornou um símbolo da contracultura dos anos 1960.

Essas músicas não apenas dominaram as paradas de sucesso, mas também se tornaram parte integrante da cultura popular, aparecendo em filmes, séries e comerciais.

O Impacto Cultural da CCR

A Creedence Clearwater Revival não foi apenas uma banda de sucesso; eles foram uma força cultural que ajudou a definir uma era. Durante um período de turbulência social e política, as músicas da CCR capturaram o espírito da época e ofereceram uma voz para muitos.

A Representação da América Profunda

Apesar de serem da Califórnia, as letras de John Fogerty frequentemente retratavam a vida no sul dos Estados Unidos, com referências a rios, florestas e pequenas cidades. Isso deu à CCR uma autenticidade que ressoou com ouvintes de todas as regiões.

O Legado da CCR na Música Moderna

A influência da CCR pode ser ouvida em uma variedade de artistas contemporâneos, desde Bruce Springsteen até Foo Fighters. Seu som atemporal continua a inspirar novas gerações de músicos.

Perguntas Frequentes sobre a Creedence Clearwater Revival

Por que a CCR se separou?

A CCR se separou em 1972 devido a tensões internas, principalmente entre John Fogerty e o resto da banda. Questões criativas e financeiras contribuíram para o fim do grupo.

A CCR já se reuniu?

Após a separação, a banda nunca se reuniu oficialmente com John Fogerty. No entanto, os outros membros formaram uma versão da banda chamada Creedence Clearwater Revisited, que tocava os clássicos da CCR.

Qual é o álbum mais famoso da CCR?

"Cosmo's Factory" (1970) é considerado o álbum mais icônico da banda, incluindo hits como "Up Around the Bend" e "Travelin' Band".

O Legado da Creedence Clearwater Revival

Mesmo décadas após sua separação, a CCR continua a ser uma das bandas mais amadas e respeitadas da história do rock. Suas músicas atemporais e seu estilo único garantem que seu legado permaneça vivo.

Prêmios e Reconhecimentos

A CCR foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame em 1993, um testemunho de seu impacto duradouro na música.

A Influência Contínua da CCR

De festivais de rock a playlists digitais, a música da CCR continua a alcançar novos fãs, provando que grande música nunca envelhece.

Conclusão

A Creedence Clearwater Revival não foi apenas uma banda; foi um fenômeno cultural que deixou uma marca indelével na música e na sociedade. Seu som único, suas letras poderosas e sua autenticidade continuam a inspirar e emocionar pessoas ao redor do mundo. Se você ainda não conhece a CCR, está na hora de explorar seu catálogo. E se você já é fã, sabe que sua música nunca perde o brilho.

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