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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A Biografia do Rei do Rock: Elvis Presley e Suas Músicas de Sucesso

Elvis no palco em sua era dourada: Uma imagem de Elvis Presley em um show ao vivo dos anos 1950, vestindo um terno brilhante e segurando um microfone vintage. Ele está em um palco iluminado, com uma plateia animada ao fundo, e faz seu famoso movimento de dança com o quadril. Seu cabelo está penteado no icônico topete, e a cena transmite energia e rebeldia.

Elvis Presley, conhecido como o "Rei do Rock’n’Roll", foi um dos maiores ícones culturais do século XX e conquistou fama mundial com sua voz marcante, carisma inigualável e um estilo revolucionário que misturava o rock, o gospel e o country. O sucesso de suas canções deixaram marcas profundas em sucessivas gerações e mudaram para sempre a música pop. Além de cantor, Elvis brilhou no cinema, estrelando filmes como Love Me Tender. Apesar de sua morte precoce em 1977, seu legado permanece vivo, influenciando artistas de todos os gêneros e encantando fãs ao redor do mundo.

Os Primeiros Anos de Elvis Presley em Tupelo

Nasce uma Lenda

Elvis Presley nasceu em Tupelo, Mississippi, no dia 8 de janeiro de 1935, único sobrevivente de um parto de gêmeos. Cresceu em uma pequena casa de dois cômodos construída por seu pai, Vernon Presley. A família Presley enfrentava dificuldades financeiras constantes, vivendo em um ambiente de pobreza que era comum na região rural do Mississippi durante a Grande Depressão. Apesar disso, a fé e a música desempenhavam um papel central em sua vida familiar, oferecendo conforto e esperança em tempos difíceis. Essa base religiosa e musical proporcionou um terreno fértil para o desenvolvimento de seu talento precoce, alimentado pelas canções que ouvia em cultos e no rádio.

Desde cedo, Elvis demonstrou uma profunda conexão com a música. A igreja era um dos principais pontos de encontro da comunidade, e foi lá que ele teve seu primeiro contato com a música gospel. Ele ficou profundamente impressionado pela música gospel negra que ouvia nas igrejas. As vozes poderosas e emocionantes dos cantores deixaram uma marca duradoura no jovem Elvis, que passava horas ouvindo os hinos religiosos e absorvendo a energia e espiritualidade dessas canções. Além disso, Tupelo era uma cidade marcada por uma rica herança musical, onde o blues e rhythm and blues (R&B), tocado por músicos locais e artistas viajantes, também influenciava o ambiente sonoro. Essa coexistência de diferentes gêneros musicais e intercâmbio racial, como o gospel da igreja e o blues das ruas, suscitaram na jovem criança um gosto musical bastante eclético e sem preconceito.

Outro aspecto importante da infância de Elvis foi o incentivo de sua mãe, Gladys Presley, que sempre acreditou no talento e no potencial do filho. Embora a família tivesse poucos recursos, Gladys se esforçava para apoiar os interesses musicais de Elvis, chegando a presenteá-lo com seu primeiro violão quando ele tinha apenas 11 anos. Esse presente, simples, mas significativo, foi o ponto de partida para que Elvis desenvolvesse suas habilidades musicais e começasse a sonhar com um futuro além da pequena cidade de Tupelo. A combinação de uma infância repleta de dificuldades econômicas, uma profunda ligação com a música gospel e a exposição ao blues moldaram Elvis Presley, preparando-o para se tornar um dos maiores ícones da história da música.

A Mudança para Memphis: Um Marco Transformador

A mudança de Elvis Presley para Memphis, Tennessee, quando ele tinha 13 anos, foi um divisor de águas em sua vida e carreira. Ao chegar à cidade, ele mergulhou em uma cena musical vibrante e diversificada, com influências que iam desde o blues e o R&B até o country e o gospel. Essa imersão musical expandiu seus horizontes e ajudou a formar seu estilo único, que combinava energia, emoção e autenticidade. Memphis foi o cenário onde Elvis começou a sonhar mais alto, dando os primeiros passos em direção à carreira que o transformaria em um ídolo mundial.

Foi na Sun Records, de Sam Phillips, que Elvis Presley encontrou oportunidade para mostrar seu grande talento. Em 1954, ele gravou seu primeiro single, That's All Right, um marco na história do rock and roll. Essa gravação não só revelou sua voz poderosa e cativante, mas também apresentou ao público uma canção que rompia barreiras musicais e culturais. Além disso, Elvis começou a se apresentar em shows locais, ganhando notoriedade e conquistando fãs apaixonados por onde se apresentava.

Nasce o Rei do Rock

Com seu estilo inovador que misturava rock, gospel e country, Elvis Presley rapidamente se destacou como um fenômeno na música pop dos anos 50. Suas performances enérgicas, sua presença de palco magnética e sua voz incomparável solidificaram seu título como "Rei do Rock’n’Roll". Músicas como Blue Suede Shoes e Heartbreak Hotel se tornaram hinos de uma geração, enquanto sua influência transcendia as fronteiras da música, impactando a moda, o cinema e a cultura pop como um todo.

A Revolução Musical dos Anos 50

Durante a década de 1950, Elvis Presley liderou uma revolução musical que mudou para sempre a indústria do entretenimento. Suas canções romperam convenções e introduziram uma energia eletrizante ao frenético panorama musical daqueles anos dourados. Mais do que um cantor, Elvis se tornou um símbolo da rebeldia juvenil e da liberdade, personificando o espírito de uma época em transformação.

O que tornava Elvis Presley único era sua habilidade em fundir diferentes gêneros musicais em um som original e autêntico. Inspirado por artistas de blues como B.B. King e Robert Johnson, além de ícones do country como Hank Williams, Elvis conseguiu criar uma fusão que transcendia os limites dos gêneros musicais. Sua voz grave e expressiva, sua energia eletrizante, carisma no palco e habilidade de interpretar cada música como se fosse uma história pessoal conquistaram fãs de todas as idades e origens, cativando milhões ao redor de todo o mundo.

As Músicas de Sucesso de Elvis Presley

A discografia de Elvis Presley é um verdadeiro tesouro musical que atravessa gerações, repleto de sucessos que marcaram a história do rock’n’roll e da música pop. Com uma carreira que se estendeu por mais de duas décadas, Elvis construiu um repertório diversificado que abrange desde o rockabilly até baladas românticas e canções gospel, revelando sua habilidade de se reinventar e acompanhar as mudanças musicais de seu tempo.

Mais do que uma coleção de canções, o repertório musical de Elvis Presley é um reflexo de sua genialidade e inovação. Não apenas revolucionou a música pop dos anos 50 e 60, mas também abriu caminhos para novos estilos e artistas. Hoje, suas músicas continuam a inspirar e emocionar públicos de todas as idades, o que o torna um dos artistas mais conhecidos do século XX.

A Era de Ouro: Do Rock às Baladas

Durante sua carreira, Elvis não se limitou a um único gênero musical. Além de clássicos do rock, ele também conquistou o público com baladas românticas que tocaram corações. Can't Help Falling in Love é um exemplo icônico, uma música que embalou muitos casais apaixonados.

Clássicos que Marcaram uma Era

Canções como Hound Dog e Jailhouse Rock tornaram-se clássicos da era de ouro do rock, capturando o espírito rebelde e inovador da juventude dos anos 50. Esses sucessos não só coroaram Elvis como o Rei do Rock, mas também estabeleceram um divisor de águas no cenário da música pop.

As Baladas Românticas

As baladas de Elvis Presley são um capítulo especial em sua discografia. Canções como Love Me Tender e Are You Lonesome Tonight? transmitem emoções profundas, com letras que falam diretamente ao coração, tornando-as trilhas sonoras que atravessaram décadas e ainda hoje nos comove.

Os Inesquecíveis Clássicos e Sua Influência Duradoura

A discografia de Elvis também inclui uma rica seleção de clássicos inesquecíveis, como Suspicious Minds, que marcou a fase final de sua carreira com uma combinação de arranjos modernos e sua assinatura vocal poderosa. Essas canções transcendem gerações e continuam a influenciar músicos até hoje.

Superando Barreiras Raciais

Elvis Presley desempenhou um papel significativo na popularização da música afro-americana em um período de intensa segregação racial nos Estados Unidos. Artistas como B.B. King, Sister Rosetta Tharpe e Big Mama Thornton foram referências importantes em sua formação musical.

Ao gravar canções com raízes no blues e no R&B, Elvis ajudou a introduzir esses estilos musicais a um público branco mais amplo, que muitas vezes desconhecia ou ignorava essas tradições musicais. Embora isso tenha gerado críticas por parte de alguns que o acusaram de apropriação cultural, também é inegável que ele usou sua visibilidade para destacar e valorizar a riqueza musical de comunidades afro-americanas.

Além disso, Elvis demonstrava respeito e admiração pelos artistas negros que o inspiraram. Ele trabalhou com músicos negros e ajudou a derrubar barreiras raciais na indústria do entretenimento, em uma época em que programas de rádio, gravadoras e até mesmo shows ao vivo eram segregacionistas. Seu papel na integração cultural ajudou a abrir caminho para uma maior aceitação e valorização da música afro-americana, contribuindo para o diálogo entre culturas e tornando o rock and roll um símbolo de transformação social.

Elvis em estilo casual na década de 1960: Elvis relaxando em um cenário descontraído, sentado em uma cadeira de madeira ao ar livre, usando uma camisa havaiana colorida e calça jeans. Um violão está apoiado ao lado dele, e o fundo retrata um dia ensolarado, com palmeiras e um clima de praia. Seu sorriso é carismático e acolhedor.

O Legado de Elvis Presley: Atemporal e Incomparável

Elvis Presley deixou um impacto duradouro na cultura pop mundial. Ele não apenas inovou o rock’n’roll como um gênero, mas também abriu caminho para futuras gerações de artistas explorarem novas formas de expressão. Sua música continua a inspirar, unindo fãs de diferentes gerações e mantendo viva a chama de sua genialidade. Hoje, o Rei do Rock é celebrado como um ícone eterno, cuja contribuição para a música e a cultura permanece inigualável.

A Carreira no Cinema em Hollywood

Além de conquistar o mundo da música, Elvis Presley também deixou sua marca em Hollywood. Estreando no cinema com Love Me Tender (1956), Elvis rapidamente se tornou um astro não apenas como do rock, mas também pela atuação na telona. Filmes como Jailhouse Rock e King Creole destacaram sua versatilidade como ator.

Sua carreira cinematográfica foi marcada por uma mistura de musicais e dramas que, embora muitas vezes criticados pelos roteiros simples, conquistaram grande sucesso de bilheteria. Esses filmes ampliaram sua fama global e cimentaram o caminho para que Elvis se tornasse um ídolo mundial.

Embora a intensidade de sua carreira no cinema tenha exigido um equilíbrio delicado entre atuação, música e família, ela representou um capítulo essencial de sua trajetória. Para Elvis, o cinema não apenas elevou sua popularidade, mas também permitiu que ele explorasse novos horizontes criativos, contribuindo para a construção de sua lenda.

O Serviço Militar e a Transformação Artística

Em 1958, Elvis Presley trocou os palcos pelo serviço militar, servindo no Exército dos Estados Unidos na Alemanha. Esse período trouxe mudanças significativas em sua vida pessoal e artística. Durante o serviço, Elvis viveu uma experiência de introspecção e amadurecimento.

Foi numa festa na Alemanha Ocidental que Elvis, aos 24 anos de idade, conheceu Priscilla Beaulieu, de 14. O casamento com Priscilla simbolizou uma nova fase em sua vida pessoal. O tempo fora dos holofotes e a vida de casado permitiram que Elvis retornasse aos palcos com uma energia renovada e uma perspectiva artística amadurecida.

O Retorno Triunfal aos Palcos

Ao retornar do serviço militar, Elvis Presley retomou sua carreira com força total. Lançou sucessos como It's Now or Never e Are You Lonesome Tonight?, reconquistando o público e provando que ainda brilhava como o Rei do Rock. Seu retorno triunfal foi marcado por uma série de álbuns e performances inesquecíveis que consolidaram sua posição como um dos maiores artistas de todos os tempos.

Graceland tornou-se o centro de sua vida pessoal e profissional, um refúgio onde ele encontrava inspiração e conforto. Seu casamento com Priscilla também desempenhou um papel fundamental, oferecendo estabilidade durante as turbulências da carreira. Com uma abordagem mais madura e confiante, Elvis mostrou ao mundo que era capaz de se reinventar e continuar inspirando gerações.

Elvis em Las Vegas

Nos anos 60, enquanto sua carreira enfrentava altos e baixos, Elvis Presley encontrou em Las Vegas a oportunidade perfeita para um renascimento artístico. Seus shows no International Hotel (posteriormente Hilton) se tornaram um fenômeno cultural, atraindo multidões.

Nestas apresentações, recheadas de clássicos, como Suspicious Minds e In the Ghetto, Elvis eternizaria figurinos extravagantes, presença de palco magnética e performances inesquecíveis, que fizeram de Las Vegas a cidade do entretenimento mundial.

O renascimento de Elvis em Las Vegas foi um ponto crucial em sua trajetória, mostrando sua habilidade de se adaptar às mudanças da indústria cultural e continuar encantando o público.

A Vida Pessoal do Rei

A vida pessoal de Elvis Presley foi tão fascinante quanto sua carreira. Embora tenha experimentado momentos de grande alegria, também enfrentou desafios intensos impostos pela fama e pela pressão de estar constantemente sob os holofotes. Após seu casamento com Priscilla Presley, Elvis vivenciou um período de relativa estabilidade, marcado por sua dedicação à família e à construção de sua mansão, Graceland, um símbolo de seu sucesso que ganharia ares de templo pelos fãs.

O casamento de Elvis com Priscilla Presley foi um dos momentos mais comentados de sua vida pessoal. Elvis se casou em 1967, em uma cerimônia repleta de glamour. Juntos, Elvis e Priscilla, tiveram uma filha, Lisa Marie Presley, que se tornou a maior alegria de suas vidas.

Apesar do casamento e da constituição de uma família, a união enfrentou desafios. As constantes turnês, as longas horas dedicadas à carreira de Elvis e a pressão da fama criaram tensões no relacionamento. Mesmo com o divórcio em 1973, o casal manteve uma relação respeitosa, e Priscilla continuou desempenhando um papel importante na preservação do legado de Elvis.

Localizada em Memphis, Tennessee, Graceland foi mais do que uma casa: tornou-se um santuário pessoal e profissional. Com uma arquitetura marcante, jardins bem cuidados e um interior luxuoso, a mansão não só refletia a personalidade de Elvis, mas também simbolizava a ascensão de um garoto pobre do Mississippi ao status de Rei do Rock.

Graceland se tornou um destino turístico, recebendo a peregrinação de milhões de fãs ao redor do mundo. Hoje, a propriedade é um museu que preserva a memória do Rei do Rock, desde sua paixão por carros até sua coleção de roupas extravagantes.

O Legado Musical e Cultural de Elvis

Elvis Presley transcendeu as barreiras do tempo e das fronteiras geográfica, deixando um legado musical e cultural que continua a inspirar gerações. O Rei do Rock revolucionou a música pop ao misturar gêneros como blues, country e gospel, criando um som inovador e vibrante. Suas performances carregadas de energia, carisma e movimentos de dança ousados desafiaram convenções sociais e culturais da década de 1950, abrindo caminho para uma maior liberdade artística.

Além de sua contribuição musical, Elvis desempenhou um papel crucial na transformação da cultura pop. Ele ajudou a moldar a estética do rock, inspirando gerações de artistas com seu estilo inconfundível, que incluía jaquetas de couro, macacões brilhantes e topetes excêntricos. No cinema, estrelou filmes que capturaram o espírito de sua época, tornando-se uma figura multifacetada do entretenimento.

Culturalmente, Elvis também contribuiu para a integração racial nos Estados Unidos, popularizando músicas de artistas negros e celebrando influências musicais diversas em um período de segregação. Seu impacto é sentido até hoje, com sua música, estilo e atitude reverberando em inúmeras áreas da arte e da cultura contemporânea, tornando-o uma lenda que continua a inspirar o mundo.

A Influência de Elvis no Brasil

No Brasil, o impacto de Elvis Presley também foi profundo. Suas músicas inspiraram artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jerry Adriani e toda a Jovem Guarda, que gravaram versões em português de seus clássicos. Além disso, tributos e covers realizados por músicos brasileiros demonstram como a figura inconfundível de Elvis foi incorporada à cultura brasileira não importando a classe social.

A música de Elvis transcendeu fronteiras culturais, mostrando que seu legado é tão poderoso no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ele se tornou uma referência para muitos artistas nacionais.

Conclusão

Elvis Presley não foi apenas o Rei do Rock; ele foi um símbolo de uma época cuja influência ultrapassa em muito a indústria cultural. Seu carisma, talento e legado artístico o transformaram em um ídolo universal que excedeu o século XX e continua a inspirar fãs e artistas ao redor do mundo.

Elvis nos anos 1970 com seu macacão icônico: Uma representação de Elvis em um show de sua fase em Las Vegas, usando um macacão branco com bordados dourados e pedras brilhantes. Ele está cantando de olhos fechados, segurando o microfone com intensidade, enquanto holofotes destacam seu traje e suor escorre de sua testa, evidenciando a paixão de sua performance.

Perguntas Frequentes

Quando e onde nasceu Elvis Presley?

Elvis Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississippi.

Quais foram as principais influências musicais de Elvis na infância?

A música gospel negra teve uma forte influência na infância de Elvis Presley. Ele cresceu ouvindo e cantando canções da igreja, além do blues, do R&B e do country.

Como Elvis Presley foi "descoberto" pela Sun Records?

Elvis Presley foi descoberto pela Sun Records. Lá, ele gravou seus primeiros singles. Começou a se apresentar em shows locais, ganhando reconhecimento no cenário musical.

Quais foram as principais características do estilo musical de Elvis Presley?

Elvis Presley se destacava por seu estilo único. Ele misturava elementos do rock, gospel e country. Isso revolucionou a música pop nos anos 50.

Quais foram alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley?

Alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley incluem "Hound Dog", "Jailhouse Rock", "Can't Help Falling in Love" e "Suspicious Minds".

Qual a importância da carreira cinematográfica de Elvis Presley?

Além de sua carreira musical, Elvis Presley teve sucesso no cinema. Ele estrelou filmes como "Love Me Tender" e "Jailhouse Rock".

Como o serviço militar de Elvis Presley na Alemanha afetou sua carreira?

O serviço militar de Elvis Presley na Alemanha marcou uma pausa em sua carreira. Mas também foi um período de transformação artística e pessoal. Isso se refletiu em seu retorno triunfal aos palcos.

Qual a importância de Graceland na vida de Elvis Presley?

Graceland, a famosa mansão de Elvis Presley, é um símbolo de seu sucesso. É uma parte importante de sua vida pessoal e carreira.

Qual é o legado musical e cultural de Elvis Presley?

O legado de Elvis Presley é imenso. Ele influenciou a música e a cultura popular, inspirou gerações de artistas e rompeu barreiras raciais.

Como Elvis Presley influenciou a música no Brasil?

A influência de Elvis Presley no Brasil é significativa. Muitos artistas brasileiros gravaram versões de seus sucessos. E até hoje pessoas fantasiadas de Elvis são muito populares em festas de aniversário, casamento etc.

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sábado, 1 de abril de 2023

Roy Hall - Pioneiros do Rock'n'Roll

 

Whole Lotta Shakin’ Goin’ On

James Faye Hall, também conhecido pelo pseudônimo “Sunny David” ou pelo nome artístico “Roy Hall”, herdado de seu irmão mais velho, nasceu em 7 de maio de 1922, Virginia.

Segundo a lenda, popularizada por Nick Tosches, em seu livro “Unsung Heroes of Rock'n' Roll”, James Faye teria aprendido a tocar piano com “um velho homem de cor”, que não apenas lhe ensinou o blues e o boogie-woogie como também a apreciar uma boa aguardente.

Na verdade, James Faye começou a tocar piano por influência de sua mãe e teve duas aulas com um professor particular, mas descobriu que aprendia melhor a tocar de ouvido sozinho. Sua levada de piano era rápida e forte, muito embora James cantasse como o caipira que era.

Em 1937, durante a sua adolescência e enquanto trabalhava como operário numa fábrica têxtil, James Faye, que também tocava violão, formou o Hall Brothers, com seu irmão Jay Hugh Hall – “Roy Davis Hall”. No ano seguinte, os irmãos se separaram e James formou a sua própria banda, Blue Ridge Entertainers.

Jay Hugh voltou a tocar com Roy em 1940. Em 1945, a venda do hit “Don't Let Your Sweet Love Die” ultrapassou 100.000 cópias. Lamentavelmente, Jay Hugh não viveu para aproveitar o sucesso do disco, vitimado em um acidente de carro no ano de 1943.

James Faye, que aos 21 anos era o melhor pianista bêbado de sua cidade, adotou o nome artístico do irmão e formou sua própria banda, os Roy Hall & Cohutta Mountain Boys.

Em 1949, Roy e a banda gravaram seus primeiros discos. Webb Pierce conseguiu que Roy Hall assinasse um contrato e, em 15 de setembro de 1955, gravasse três canções para a gravadora, incluindo “Whole Lotta Shakin 'Goin' On”.

Porém, “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On”, que Roy Hall escreveu sob o pseudônimo de Sunny David, tornou-se um grande sucesso de Jerry Lee Lewis, em 1957, sem render nenhum benefício financeiro para o autor. Mas Roy Hall continuou tocando sua música rockabilly em Nashville ou em qualquer outro lugar que pudesse encontrar um piano e um bom cachê!

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Billy Fury - Pioneiros do Rock'n'Roll

Billy Fury, apelidado “Elvis britânico”, nasceu Ronald Wycherley, em Liverpool, no dia 17 de abril de 1940, durante a II Guerra Mundial. Obrigados, ele e a família, a se protegerem em abrigos antiaéreos úmidos, por ocasião dos bombardeios, a saúde do jovem Billy foi bastante debilitada. Como se não bastasse, aos três anos de idade foi mordido por um cachorro, o que resultou uma cicatriz na bochecha direita. Aos seis anos de idade contraiu febre reumática que o deixaria com problemas de saúde crônicos.

Elvis britânico

Aos 11 anos, Billy começou a ter aulas de piano e, três anos depois, seus pais lhe deram de presente de aniversário sua primeira guitarra. Apesar de se mostrar dedicado no instrumento de seis cordas, Billy nunca foi um grande talento na guitarra. Em uma entrevista, ele diria que só sabia tocar três acordes.

Quando adolescente, seu pai lhe arrumou um emprego em um rebocador chamado Formby. Em contato com marinheiros de Nova York, Billy teve acesso a discos de música country e, com alguns membros da tripulação, formou sua primeira banda: Formby Sniffle Group.

Em 1958, Billy decidiu enviar sua fotografia e uma fita, com cinco de suas composições, para o empresário do showbusiness Larry Parnes. A princípio, não obteve resposta mas, enquanto esperava, Billy ainda tentou a sorte em concursos de talentos, sem conseguir, no entanto, causar grande impressão.

Enfim, Billy teve a sua chance e foi com seu violão aos bastidores do programa de Parnes para apresentar suas canções. A janela do camarim estava aberta e algumas garotas, ao ouvirem a apresentação, começaram a gritar. Ao observar o efeito da música e da presença de Fury, Parnes convocou o cantor para subir no palco naquela mesma noite.

Embora muito tímido, Billy foi empurrado através das cortinas até o palco para se apresentar a uma plateia de mil pessoas que o receberam com euforia. Ele cantou “Margo”, “Don't Knock Upon My Door” e “Maybe Tomorrow”. O público gostou tanto que sequer percebeu que o tremor dos joelhos de Billy não era parte de uma dança frenética, mas, literalmente, nervosismo! Na manhã seguinte, o cantor assinou contrato e embarcou em turnê para dar início a sua carreira de sucesso.

Seu primeiro single, Maybe Tomorrow / Gonna Type a Letter, foi lançado em janeiro de 1959 e ficou em 18º lugar. Seu primeiro álbum, o clássico The Sound of Fury, lançado em maio de 1960, ainda é considerado o melhor álbum de rockabilly britânico já feito.

Billy adorava tanto rock’n’roll que lutou contra a timidez para conquistar o coração do público como um verdadeiro Elvis britânico.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Adriano Celentano - Pioneiros do Rock'n'Roll

Pioneiro do rock’n’roll europeu, Adriano Celentano, apelidado de “Il Molleilato” (o flexível), por causa de seu jeito de dançar, é um dos artistas mais amados da Itália. Seja cantando rock, ao estilo de Elvis Presley, a quem devotava grande admiração, seja cantando baladas românticas, Celentano conquistou com sua música uma fama notável não só em seu país, mas também no mundo.


Alcançou o topo das paradas musicais italianas com sucessos como “Il Tuo Bacio è Come un Skirt” (1959), “24.000 Baci” (1966), proto-rap “Prisencolinensinainciusol” (1972), entre outras. Mas seu grande hit foi a canção de cunho social “Il Ragazzo Della Via Gluck”, de 1966, que deu a volta ao mundo e foi traduzida em 22 idiomas, liderando durante mais de quatro meses as paradas musicais.

Filho de camponeses pobres do vilarejo de Foggia, em Puglia, no sul da Itália, que se mudaram a trabalho para o norte do país, Celentano nasceu em 6 de janeiro de 1938, na comuna de Milão, na rua Gluck, que ficaria mundialmente conhecida graças à sua música.

Sua estreia na carreira musical, entretanto, não foi um caminho “natural”. Apesar da forte influência da musica em seu seio familiar, Celentano abandonou a escola com a idade de 12 anos e começou a trabalhar como aprendiz de relojoeiro na oficina de seu tio – ofício a que sempre dedicou.

No fim do expediente de trabalho, todavia, o rapaz costumava frequentar clubes milaneses, onde rolava jazz e blues. Em 1954, Celentano passa a compor e interpretar suas próprias canções. Na mesma época, o rock aportaria em sua vida. No ano de 1955, como muitos outros jovens italianos, começa a se interessar pelo rock'n'roll, quando entra em cartaz o filme Blackboard Jungle, que popularizou no país clássicos como “Rock around the clock”, de Bill Haley & His Comets. Um amigo, Michele Del Preto (Miki del Prete), escreve letras que Celentano aproveita para suas composições. Desde então, eles sempre trabalharam juntos.

Entusiasmado, Celentano forma o grupo Rock Boys com outros quatro amigos, os irmãos Giancarlo Ratti, na bateria, Marco, no baixo, e Franco, na guitarra, além de Ico Cerutti, na segunda guitarra. O grupo tocava cover de músicas de rock'n'roll. Como Celentano não sabia inglês, ele improvisava e inventava palavras para as canções de Elvis Presley e outros músicos americanos.

Os Rock Boys fizeram a sua primeira aparição pública em 1956. O grupo se apresentava em clubes e teatros de Milão. Nos primeiros shows, Celentano imitava Jerry Lewis e, frequentemente, deixava espaço para os músicos tocarem em destaque, enquanto dançava de forma frenética e desleixada.

Já bastante notório, seu álbum “Non Mi Dir” alcançou a primeira posição das paradas italianas em 1965. O disco “Soli” passou 58 semanas nas paradas de 1978 a 1979. Já o álbum “Mina + Celentano” foi um grande sucesso de 1998, enquanto “Francamente Me Ne Infischio”, inspirado no programa de variedades de televisão que apresentou em 1999, passou várias semanas no topo das paradas de sucesso. Suas canções mais populares incluem ainda “Stai lontana di me” (1962), “Azzurro” (1968), hino nacional secreto da Itália, "Sotto le lenzuola" (1971), "Er più " (1971) e "Ti avrò" (1978).

Celentano também atuou como ator cômico em filmes como Dai, Johnny, Dai!, I Ragazzi del Jukebox, I Frenetici e o clássico La Dolce Vita, de Fellini. Nesses filmes, ele interpreta a si mesmo - um cantor da moda, uma estrela em ascensão da juventude. Seus filmes de baixo orçamento lograram muito êxito e, nos anos 70 e 80, Celentano foi o rei indestronável da bilheteria da cinematografia italiana.

Durante os mais de quarenta anos de carreira, o artista lançou mais de 30 álbuns, alcançando 70 milhões de cópias vendidas. 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

The Big Bopper - Pioneiros do Rock'n'Roll

Jiles Perry Richardson ou “Jape”, como ele preferia ser chamado pelos amigos, nasceu em Sabine Pass, Texas, no dia 24 de outubro de 1930. Ainda muito novo, mudou-se para Beaumont, onde frequenta uma escola pública. Muitos anos mais tarde, abandona a faculdade de direito para se dedicar integralmente ao trabalho de DJ numa rádio do Texas. Em 1952, casou-se com Adrianne Joy Fryon de Montegut, com quem teve uma filha, Debra Joy.

Em 1957, adota o nome artístico de "The Big Bopper" e bate o recorde mundial de transmissão contínua quando, durante um total de cinco dias, duas horas e oito minutos, tocou 1.821 discos ininterruptamente. O feito lhe rendeu 16 kg a menos.

Nessa época, Jape, que também tocava guitarra, passou a compor, gravando seu maior sucesso, "Chantilly Lace", que se torna a 3ª música mais tocada de 1958, alcançando o 6º lugar nas paradas pop e permanecendo 22 semanas no Top 40 nacional.

Com o sucesso de "Chantilly Lace", Jape pediu licença de seu trabalho na rádio e se juntou a Buddy Holly e The Crickets , Ritchie Valens e Dion & the Belmonts numa turnê por lugares remotos dos Estados Unidos.

Em1959, devido o inverno rigoroso e a falta de calefação do ônibus da turnê, Jape ficou gripado e, por causa disso, foi convidado para substituir um dos músicos que viajaria em um avião fretado por Buddy Holly.

Na madrugada do dia 3 de fevereiro de 1959, o avião decolou durante uma nevasca e caiu pouco tempo depois, vitimando Jape, Buddy Holly, Ritchie Valens e o piloto Roger Peterson.

A obra pioneira de JP Richardson foi reconhecida pelo Rockabilly Hall of Fame.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Hank Ballard - Pioneiros do Rock'n'Roll

Hank Ballard nasceu em Detroit, no dia 18 de novembro de 1927. Aos 7 anos, foi morar com alguns parentes muito religiosos no Alabama, onde começou a cantar música gospel na igreja. Na adolescência, porém, o blues passou a se tornar uma verdadeira obsessão musical na vida de Ballard. A música country também viria a influenciá-lo, especialmente o famoso artista Gene Autry.

Casal dançando rock and roll

Quando completou 15 anos, retornou novamente a Detroit. Enquanto trabalhava na linha de montagem de uma fábrica de automóvel, Ballard cantarolava algumas notas com seu timbre característico de tenor, impressionando muito um outro operário, Sonny Woods, que na época fazia back vocal num grupo de doo-wop chamado The Royals.

Em 1953, Ballard foi convidado para substituir o vocalista dos Royals. No entanto, as composições de Ballard acabaram por influenciar radicalmente a banda, que, por influência dele, adotou um som mais agressivo, áspero e animado, deixando para trás as canções melosas e sonhadoras que haviam sido até então a marca registrada do grupo.

A primeira gravação de Ballard com The Royals foi “Get It”, de 1953, que alcançou o Top Ten nas paradas de R&B. No ano seguinte, a banda mudou de nome, alterando-o para Midnighters, com o intuito de evitar que fosse confundida com um outro grupo - The Five Royales.

E neste mesmo ano, os Midnighters lançam seu hit de maior sucesso, “Work with Me Annie”, de autoria de Ballard, que atingiu o primeiro lugar nas paradas de R&B, apesar do boicote de muitas estações de rádio, por causa da letra bastante obcena da cançao.

De fato, as canções escritas por Ballard solidificariam a reputação da banda como a mais picante do R&B.

Ironicamente, seu maior sucesso veio com o lançamento de uma de suas músicas – “The Twist” - gravada por outro artista. A partir de 1963, Ballard saiu dos Midnighters e seguiu uma obscura carreira solo.

Embora Hank Ballard seja desconhecido do grande público, sua influência no desenvolvimento do rock’n’roll é inegável e por isso entrou merecidamente no Rock and Roll Hall of Fame em 1990; os Midnighters, em 2012.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Ricky Nelson - Pioneiros do Rock'nRoll

Sensação adolescente nos EUA durante os anos 1950 e 1960, Ricky Nelson foi músico, cantor, compositor e ator. Pioneiro do country rock, influenciou artistas como Buffalo Springfield, Linda Ronstadt e The Eagles.

Ricky Nelson

Nasceu Eric Hilliard Nelson, de uma família de músicos, em Teaneck, New Jersey, no dia 8 de maio de 1940. Aos 8 anos de idade, iniciou sua carreira artística estreando o seriado humorístico de rádio e televisão “The Adventures of Ozzie and Harriet”. No episódio “Ricky the Drummer”, realizou uma performance como cantor ao dublar a música I'm Walkin, do astro do rock Fats Domino.

Na adolescência, tocou clarinete, bateria e também aprendeu os primeiros acordes de guitarra, tendo por influencia Carl Perkins e demais artistas de rockabilly.

Para tentar impressionar uma namorada, Ricky decidiu produzir um disco e, com a ajuda do pai, assinou contrato com uma gravadora. Em março de 1957, grava I'm Walkin, A Teenager's Romance e You're My One and Only Love.

Em 1957, lança seu primeiro single Be-Bop Baby e, depois, seu primeiro álbum “Ricky”, que alcançaria o primeiro lugar nas paradas de sucesso.

Entre 1958 e 1959, Ricky superou Elvis Presley, emplacando doze sucessos – um a mais que o rei do rock!

Em 1959, sua fama o levaria a estrear um papel no filme de faroeste “Rio Bravo”, ao lado de John Wayne e Dean Martin.

Em 1987, entrou no Rock and Roll Hall of Fame.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Bo Diddley - Pioneiros do Rock'n'Roll

Ellas McDaniel ou, como viria a ser conhecido mundialmente, como um dos fundadores do rock'n'roll, “Bo Diddley”, nasceu em 30 de dezembro de 1928, numa pequena fazenda perto da cidade de McComb, Mississippi. Filho único de Ethel Wilson e Eugene Bates, foi, no entanto, adotado pela prima de sua mãe, Gussie McDaniel, com a qual passaria a conviver ao lado de seus irmãos de coração, Willis, Lucille e Freddie.

Em meados da década de 30, a família se muda para Chicago, onde o menino começa a ter aulas de música na Igreja Batista Missionária Ebenezer. Durante 12 anos estudou violino, chegando mesmo a compor dois concertos para o instrumento. Em 1940, ganhou de Natal de sua irmã Lucille o seu primeiro violão acústico. Foi nessa época que recebeu de seus colegas de escola o apelido de “Bo Diddley”.

Pouco depois, o rapaz formaria a sua primeira banda, o trio The Hipsters, que ficaria conhecido, por causa da rua onde morava, com o nome de The Langley Avenue Jive Cats. Após a formatura da escola, Bo Diddley trabalhou em diversos empregos de baixa remuneração, exercendo a função de motorista de caminhão, de peão de obra e até de lutador de boxe.

Em 1950, convida o percussionista Jerome Green e o gaitista Billy Boy Arnold para fazerem parte da banda. Depois de muitos anos de apresentações em bares de esquina e clubes da periferia de Chicago, Bo Diddley finalmente tem a chance de gravar uma demo com duas de suas canções: “Uncle John” e “I'm A Man”. Após receber muitas recusas das gravadoras, nos anos de 1955 os irmãos Leonard e Phil Chess decidem dar uma oportunidade ao compositor novato, sugerindo ao músico, porém, que este alterasse o título da faixa “Uncle John” para o seu próprio apelido. Não deu outra, as canções lançadas no compacto “Bo Diddley”/“I'm A Man” foram direto para o topo das paradas de R&B.

Fascinado pelos ritmos que ouvia com a banda da igreja nos tempos da infância, Bo Diddley aprimorou suas técnicas musicais tentando reproduzir os sons da bateria nas cordas do seu violão. Criou assim um estilo inovador e hipnótico, com um quê latino, através do uso generoso de técnicas, como reverb, trémelo e distorção, que faziam sua guitarra murmurar, gritar, rugir!

Com influências musicais tão variadas como Louis Jordan, John Lee Hooker, Nat King Cole e Muddy Waters, Bo Diddley forjou para sempre um estilo inconfundível que marcaria a música rock. Bandas e personalidades do rock tão importantes como Elvis Presley, Rolling Stones, ZZ Top, The Doors, The Clash, Buddy Holly, Prince, The Everly Brothers e Run DMC reconheceram em Bo Diddley uma das figuras mais influentes do gênero. Não à toa, suas músicas foram sucessos de muitos outros artistas, tais como “Not Fade Away” (Rolling Stones), “Shame, Shame, Shame” (Shirley & Company), “Desire” (U2) e “Faith” (George Michael), entre outras. Bo Diddley foi merecidamente um dos primeiros homenageados no Hall da Fama do Rock'n'Roll.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Carl Perkins - Pioneiros do Rock'n'Roll

Carl Perkins (Carl Lee Perkins) nasceu no dia 9 de abril de 1932, em Tiptonville, Tennessee, e é considerado um dos principais e mais influentes artistas de rockabilly de todos os tempos, notabilizando-se por ser o autor do clássico “Blue Suede Shoes”.

Carl Perkins

Filho de um agricultor, aos 6 anos de idade, já trabalhava na roça. Oriundo de uma família pobre, para ajudar no sustento da casa, o menino abandonou a escola quando ainda cursava a oitava série. Depois das exaustivas horas na lida, à noite, Carl, seu pai e seu irmão mais velho, James Buck, o Jay, descansavam ao som de música country e gospel.

Para cantar suas canções prediletas, Carl aprendeu a tocar guitarra, com a qual ele imprimia nas músicas de country uma levada de blues. Aos 14 anos, começou a compor e passou a ensinar seu irmão Jay acordes de guitarra base para que este o acompanhasse em seus ensaios musicais. Formaram então os Perkins Brothers e, algum tempo depois, convidaram o irmão mais novo, Lloyd Clayton, para assumir o contrabaixo.

Como toda banda no início de carreira, os irmãos enviavam fitas demos (demonstração) de suas composições para diversas gravadoras, que, no entanto, nunca demonstraram interesse pelo grupo. Então Carl foi para Memphis, onde conseguiu um teste e, enfim, assinou contrato com a Sun Records, mesma gravadora de Elvis Presley e Jerry Lee Lewis.

Naqueles tempos, os Perkins Brothers abriam os shows do rei do rock Elvis Presley em algumas de suas turnês. Carl acabou fazendo amizade com Johnny Cash, que também pertencia ao casting da Sun e que lhe sugeriu compor uma música sobre a nova mania adolescente: sapatos azuis de camurça. De fato, numa apresentação da banda, Carl ouviu a discussão de um casal na pista de dança: “Cuidado com meus sapatos de camurça”, alertou o rapaz à namorada. Após o show, ao passar a noite em claro, Carl escreveria em um saco de papel amassado a letra que se eternizou como uma das canções mais emblemáticas da história do rock’n’roll. Em 19 de dezembro de 1955, lançava “Blue Suede Shoes”.

Imediatamente, “Blue Suede Shoes” alcançou o segundo lugar nas paradas da Billboard Hot 100, atrás apenas de “Heartbreak Hotel”, de Elvis Presley. Meses depois, em março de 1956, o próprio Elvis lançaria sua versão da canção. Em abril, “Blue Suede Shoes” havia vendido um milhão de cópias!

Em 1958, desiludido com a gravadora, por causa de direitos autorais, Carl assina com a Columbia Records. Em 1964, em turnê pela Inglaterra com Chuck Berry, recebe dos Beatles um convite para uma sessão de gravação. Em 1968, junta-se a seu grande amigo Johnny Cash e compõe “Daddy Sang Bass”, um grande sucesso. Em 1969, dá inicio a amizade com Bob Dylan, com quem escreve “Champaign, Illinois”.

Sua vida foi marcada por tragédias e alcoolismo. Ao mesmo tempo, conquistou a admiração de figuras do rock não menos importante que Elvis Presley, Johnny Cash, George Harrison, Paul McCartney, Bob Dylan, Eric Clapton, Paul Simon, John Fogerty, Tom Petty, Beatles, Rolling Stones etc.

Em 1987, Carl Perkins entrou no Rock’n’Roll Hall Of Fame.


sábado, 15 de maio de 2021

Ike Turner - Pioneiros do Rock'n'Roll

Ike Turner nasceu em uma família pobre e religiosa, na cidade Clarksdale, Mississippi, em 5 de novembro de 1931. O racismo característico dos estados sulistas dos EUA propiciou um acontecimento trágico em sua vida: seu pai foi espancado até a morte por uma multidão de pessoas brancas.

Ike e Tina Turner
Ike e Tina Turner

Apesar dos infortúnios da condição de afrodescendente em uma sociedade conservadora e preconceituosa, ainda criança revelou um talento excepcional para música, que lhe rendeu um emprego de DJ numa rádio local. O garoto havia aprendido a tocar piano com o mestre do boogie-woogie, Pinetop Perkins, e foi um autodidata com a guitarra, tornando-se virtuose com o instrumento.

Na adolescência, montou a sua própria banda, The Rhythm Kings, que o acompanhou por toda a sua carreira. Em 1951, gravou “Rocket 88”, canção creditada a Jackie Brenston and His Delta Cats e considerada o primeiro registro da história no gênero rock’n’roll.

Ike também trabalhou como caça-talentos. Ajudou a “descobrir” astros da grandeza de BB King, Bobby “Blue” Bland, Roscoe Gordon e Little Milton.

Antes mesmo de completar 25 anos, Ike chegou a se casar oito vezes, ou talvez mais. Quando Anna Mae Bullock, sua terceira esposa e mais conhecida como Tina Turner, entrou para a banda e assumiu o piano, Ike foi tocar guitarra, desenvolvendo um estilo próprio e potente. Jimi Hendrix chegou a dizer que Ike era o melhor guitarrista de rhythm and blues de todos os tempos.

Ike cruzou o país, fazendo shows com sua banda. Ele se recusava a se apresentar para públicos segregados, como era costume naquele tempo, e exigia, mesmo no sul, que o público fosse misturado.

Mais tarde, Tina se divorciou de Ike alegando que sofria espancamento e que o marido, além de viciado em cocaína, era infiel no casamento. Mas, em que pese o insucesso no casamento, Ike e Tina Turner foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame, em 1991.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Jackie Wilson - Pioneiros do Rock'n'Roll

Jack Leroy “Jackie” Wilson Jr. nasceu em 9 de junho de 1934, em Detroit, Michigan. Notabilizou-se por sua voz de tenor e presença de palco marcante, pelo qual recebeu o apelido de “Mr. Excitement”.

Jackie Wilson

Wilson iniciou sua carreira cantando música gospel. Durante a sua adolescente também se destacou como lutador de boxe, mas a pedido de sua mãe, parou de lutar e optou pela música.

Em 1953, Wilson substituiu o vocalista da banda Billy Ward and the Dominoes. Partiu para a carreira solo em 1957, dando início a uma trilha de sucesso com mais de 50 canções que incluem vários estilos, como R&B, pop, soul, doo-wop e easy listening.

Já no ano de 1958, ele conquistou as paradas de música pop com a canção “To Be Loved”. Em dezembro, lançou um grande sucesso do R&B, “Lonely Teardrops”. Outros sucessos seguiram, como a operística “Night” (1960), inspirada na ária de “Samson e Delilah”, de Camille Saint-Saens; “Baby Workout” (1963); e seu último grande sucesso, “(Your Love Keeps Lifting Me) Higher and Higher” (1967).

Wilson abriu caminho para uma geração de artistas afro-americanos. Teve um papel importante na transição do rhythm and blues e soul para a música pop, sendo um dos intérpretes mais dinâmicos da história do R&B e do rock’n’roll.

Entrou para o Grammy Hall of Fame e para o Rock’n’Roll Hall of Fame, em 1987. Em 2004, a revista Rolling Stone classificou Jackie Wilson na posição 68º de sua lista dos 100 maiores artistas de todos os tempos.

domingo, 15 de novembro de 2020

Jerry Lee Lewis - Pioneiros do Rock'n'Roll

Jerry Lee Lewis nasceu em 29 de setembro de 1935, numa pequena fazenda de Ferriday, Louisiana. Roqueiro branco por excelência, a surgir imediatamente depois de Elvis Presley, Jerry possuía em comum com rei do rock as mesmas raízes musicais, como o gospel, rockabilly, pop, country e R&B.

Jerry Lee Lewis foto recente

Jerry Lee Lewis aprendeu sozinho a tocar piano e, aos 9 anos de idade, começou a imitar o gênero musical de pregadores religiosos e músicos de blues que passavam em turnê por sua cidade. Seus pais reconheceram seu grande talento e decidiram hipotecar a fazenda para comprar um piano para o menino. Assim, Jerry desenvolveu um estilo eletrizante de tocar piano, tendo por inspiração a tradição da música branca e negra.

Mais tarde, foi para Memphis, Tennessee, onde trabalhou como músico. Em 1956, gravou seu primeiro single, um cover de Crazy Arms, de Ray Price. Logo depois, Jerry conheceu Carl Perkins e juntos chegaram a tocar com Elvis Presley e Johnny Cash.

Foi lançado ao estrelato em 1957, quando gravou Whole lotta shakin´goin´on, seu primeiro disco de ouro. Nessa época, Jerry criou algumas de suas performances extravagantes que o tornariam célebre, como tocar em pé, chutar o banquinho e até mesmo atear fogo no piano. Foi nessa época que a imprensa passou a tratá-lo por seu apelido de infância, The Killer. No mesmo ano lançou Great balls of fire, uma das músicas temas do filme Jamboree. Em março do ano seguinte, Jerry emplacou Breathless no top 10 das paradas musicais. Outros grandes sucessos foram High school confidenitial, em 1958, e Young and deadly, em 1960.

Mas a sua carreira não foi marcada apenas por glórias, Jerry bateu de frente com o que ainda havia de animosidade contra o rock and roll. Enquanto suas músicas o consagravam como um dos maiores astros do rock’n’roll de todos os tempos, sua vida privada o levava à desgraça, sendo marcada por casamentos complicados e abuso de drogas e álcool.

Quando Jerry contraiu matrimônio com uma prima chamada Myra Gale Brown, que tinha só catorze anos, a imprensa sensacionalista não perdeu a oportunidade de envenenar a opinião pública, pois o rock’n’roll ainda era visto como um tipo de música selvagem, de mau gosto e inadequado à moral e aos bons costumes. Em turnê realizada na Inglaterra, os jornais escandalizados acusaram-no “de ter casado com sua própria prima de 13 anos”. Ao regressar aos EUA, seus discos deixaram de tocar e seu nome caiu no esquecimento durante três anos.

Jerry Lee Lewis entrou para Rock and Roll Hall of Fame em 1986.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Gene Vincent and His Blue Caps - Pioneiros do Rock'n'Roll

Eugene Vincent Craddock, mais conhecido como Gene Vincent, nasceu em Norfolk, Virgínia, EUA, no ano de 1935. Começou a tocar guitarra ainda criança e aos 17 anos se alistou no exército, mas, após um acidente de moto, que lhe deixou uma lesão na perna, abandonou a carreira militar e voltou para Norfolk, onde começou a tocar em várias bandas de country music. Entra na banda de rockabilly do virtuoso guitarrista solo Cliff Gallup, tornando-se Gene Vincent & the Blue Caps. Assinam contrato com a Capitol Records e gravam um compacto com a música "Woman Love", no lado A do disco, e "Be-Bop-A-Lula", no lado B, que se transforma no grande sucesso dos anos de 1956.

Gene Vincent and His Blue Caps

Apesar de nunca repetirem o feito de "Be-Bop-A-Lula", Gene Vincent and His Blue Caps gravaram outros sucessos como "Bluejean Bop", "Race With the Devil", "Lotta Lovin'", "Crazy Legs" e "Baby Blue".

Em 1959, Gene Vincent é convidado a um programa de rock na televisão britânica no qual se tornaria presença constante. Na ocasião, convence seu amigo Eddie Cochran para saírem em uma turnê de doze semanas. No dia 17 de abril de 1960, enquanto os dois cantores e Sharon Sheeley, noiva de Cochran, viajavam de taxi para Wiltshire, sofreram um acidente que acabaria com a vida de Cochran. Gene Vincent passa a ter problemas com bebida alcoólica e depressão.

Nos anos 60, a carreira de Vincent quase termina nos Estados Unidos, devido ao sucesso das "english bands", muito embora continuasse com um público fiel na Europa, especialmente na Inglaterra y França. Ainda fez algumas turnês esporádicas com algumas companhias ilustres, como os Beatles (os quais o copiaram, no início da carreira, no estilo de se vestir com jaqueta preta de coro e topete), além de John Lennon, Chuck Berry e Jerry Lee Lewis.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Paul Anka - Pioneiros do Rock'n'Roll

Paul Anka, nascido em 30 de julho de 1941, Ottawa, Canadá, se notabilizou como cantor, compositor e ator, destacando-se como intérprete no estilo de Frank Sinatra e Tony Bennett.

Paul Anka

O mais velho dos filhos de uma família de origem sírio-libanesa, passou a infância ajudando na cozinha do restaurante árabe de seu pai. Mas, desde muito cedo, o sonho do menino eram os palcos.

Ao completar 15 anos, Anka foi morar com um tio em Los Angeles, para tentar a sorte na carreira de cantor nos EUA. Em busca de uma grande chance, mudou-se para Nova Iorque, onde travou contato com Don Costa, um produtor da ABC/Paramount Records, que concordou em ouvir suas composições ao piano. Poucos dias depois, o pai viajava a Nova Iorque para assinar um contrato em nome de seu filho, que ainda era menor de idade.

A gravadora decidiu lançar “Diana", uma canção que Anka escreveu inspirado em uma garota pela qual era apaixonado em Ottawa. Em poucas semanas, a música do jovem de 16 anos estoura e torna-se a mais tocada no mundo. "Diana" vendeu mais de 20 milhões de cópias e Paul Anka se tornou um ídolo adolescente.

Outro destaque foi "My Way", originalmente uma canção francesa ("Comme d'habitude"), de autoria de Claude François. Paul Anka comprou a canção e escreveu uma versão em inglês, famosa na interpretação de Frank Sinatra.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Bill Haley & The Commets - Pioneiros do Rock'n'Roll

William John Clifton Haley é provavelmente um dos pioneiros da música a deixar seu nome registrado na cultura pop do século XX, quando se tornou mundialmente conhecido com o nome artístico de Bill Haley e seus Cometas, considerada, por muitos, a primeira banda de rock & roll da história. Por quase toda a década dos anos cinquenta, Bill Haley não saiu das paradas musicais, muitas vezes impulsionado por filmes para adolescentes.

Pioneiros do rock'n'roll

O pioneirismo de Haley não para por aí. Antes de se tornar um ícone do rock’n’roll, ele foi o primeiro artista branco a gravar um sucesso de rhythm & blues, "Rocket 88", em 1952.

Em 1953, sua banda, The Saddlemen, muda o nome para o célebre Bill Haley & The Commets e estreia entre o Top 20 da Billboard com a canção "Crazy, Man, Crazy", o primeiro rock & roll a entrar nas paradas de sucesso.

Após a grande estreia, Bill Haley & The Commets venderam dois milhões de cópias com "Dim Dim The Lights" e "Shake, Rattle & Roll", um grande feito para a época. O segundo álbum "Shake, Rattle and Roll" esteve entre os dez mais populares de 1954 e vendeu um milhão de cópias. A música "Rock Around The Clock", eternizada na história da música universal, foi escolhida para trilha sonora no filme Sementes de Violência ("The Blackboard Jungle", 1955), estrelado por Glenn Ford, o jovem Sidney Poitier e Vic Morrow.

Em 1960, Haley, envolvido com problemas legais relacionados ao seu divórcio, fugiu para o México, onde se tornou conhecido como o "Rei Espanhol do Twist", tendo na ocasião seu disco "Florida Twist" entre os mais vendido na América Latina.

Versátil, Haley também estrelou três filmes no México, antes de sua redenção no cenário mundial quando, em 1968, "Rock Around The Clock" voltou às paradas internacionais, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido.

Haley não é o cometa mas Bill Haley & The Commets iluminam os astros altaneiros do rock’n’roll.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Ritchie Valens - Pioneiros do Rock'n'Roll

Filho de um operário, Ritchie Valens, nome artístico de Ricardo Esteban Valenzuela Reyes (13 de maio de 1941 - 3 de fevereiro de 1959), nasceu no bairro suburbano mexicano de Pacoima, na cidade de Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. Ritchie foi o primeiro astro do rock’n’roll de origem mexicana, que, entretanto, teve a carreira interrompida - durou apenas oito meses - por um trágico acidente de avião.

Muram com grafite de Ritchie Valens

Ricardo Valenzuela foi descoberto em 1958 pelo produtor musical Bob Keane quando se apresentava ocasionalmente numa sala de cinema. Foi de Keane a ideia de rebatizar o músico para Ritchie Valens, porque, segundo o produtor, o público norte-americano médio, branco e conservador, jogaria o latino “Valenzuela na lata de lixo“. Ritchie, então, com apenas 17 anos, passou repentinamente da obscuridade ao megaestrelato, emplacando quatro canções de sucesso durante sua curta carreira. Feito que nunca seria repetido novamente.

Cantor, guitarrista e compositor, Ritchie Valens ficou muito conhecido pelos hits “Come on Let’s Go Little Darlin”, “We belong Together” e “Donna!”, homenagem de Ritchie à sua namorada, que fez tanto sucesso que cravou a segunda posição no ranking da Billboard. Ainda mais surpreendente, para os padrões da época, ditados por uma sociedade bastante preconceituosa, foi o grande sucesso de “La Bamba”, música folclórica mexicana do gênero jarocho, que Ritchie transformou em um rock’n’roll contagiante cantado em castelhano, que lhe garantiu o 3º lugar nas paradas musicais.

Reconhecidamente um dos talentos mais brilhantes de sua geração, Ritchie foi convidado para uma turnê que uniria outros grandes astros do rock’n’roll; uma oportunidade única para um garoto humilde de origem mexicana de apenas 17 anos que conquistava os EUA. Mas, durante uma tempestade, o avião da turnê, no qual estava a bordo Ritchie Valens, "The Big Bopper" e Buddy Holly, caiu em Iowa a 3 de fevereiro de 1959. Não houve sobreviventes. O triste acontecimento foi eternizado pelo sucesso “The Day the Music Died” (O dia em que a música morreu), de Don McLean, de 1971.

Quando os estadunidenses de origem mexicana começaram a resgatar suas lendas e suas raízes, a história de Ritchie Valens foi trazida à luz pelo clássico La Bamba, filme de 1987 dirigido por Luis Valdez, reconhecido nos Estados Unidos como o pai do teatro e cinema “chicanos”. Estrelando Lou Diamond Phillips, a película foi um sucesso comercial e de crítica. A música título, interpretada por Los Lobos, de Los Angeles, tornou-se o hit número 1 nos EUA e no mundo naquele ano.

Em que pese os muitos outros clássicos do rock que Ritchie Valens poderia ter dado ao mundo, seu efêmero sucesso já o transformou num gigante. Aquí es donde se separan a los hombres de los niños.

Assinatura de Ritchie Valens
Assinatura de Ritchie Valens