terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Animismo - Série Religiões

O animismo indica a tendência de certos povos para atribuir uma alma não só ao ser humano mas também a todos os animais e todas as coisas.


Este termo foi erroneamente chamado por certos estudiosos de feiticismo ou fetichismo (culto aos feitiços ou Ídolos); totemismo (culto ao totem, animal ou planta, que protegem em especial uma tribo ou uma família); politeísmo; paganismo; magia. Todas estas denominações são inexatas. Hoje são todas resumidas na palavra animismo, isto é, crença na existência de um espírito e material irreversível em todos os seres.

Contrariamente ao que se pensava, os povos animistas não são idólatras, porque não adoram um feitiço, um ídolo ou um totem, mas creem na existência de um único Grande Espírito eterno, onipotente, juiz, legislador e pai, que está na origem de tudo.

Este ser Supremo é tão grande que ninguém pode entrar em contato com ele. Por consequência, são necessários intermediários que algumas vezes são representados por estátuas de madeira ou de barro.

Essas estátuas erradamente chamadas feitiços não são divindades mas simplesmente instrumentos que permitem ao ser humano se dirigir a Deus, como fazem, por exemplo, os católicos com as imagens do santos. Deus surge distante das pessoas e algumas vezes parece não se interessar por elas.

Por isso o ser humano se dirige aos espíritos ou às várias forças maléficas ou benéficas que podem causar doenças ou fazer benefícios, sendo honrados ou esquecidos.

Para vencer estas forças invisíveis, os animistas recorrem à magia e se dirigem aos feiticeiros, entendidos como médicos e profetas capazes de aplacar os espíritos através de ritos mágicos, dança, gestos, infusões vegetais etc.

Os animistas acreditam na Providência de Deus, a qual em todas as circunstâncias da vida é sempre detentor da última palavra. Foi esta fé que permitiu a muitos povos da África e do mundo subexistirem, apesar de tantas adversidades.

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